A septoplastia é indicada principalmente em pacientes com queixas de obstrução nasal (nariz congestionado), quando no exame físico das fossas nasais constata-se a presença de Desvio de septo nasal significativo, contribuindo para a sensação de nariz congestionado.

Outras possíveis indicações para correção do Desvio de septo nasal são:

Associada a outras cirurgias nasais, tais como: redução dos cornetos inferiores Turbinectomia ou Turbinoplastia;

Associada à cirurgia de tratamento de sinusite Sinusectomia (Cirurgia da Sinusite), caso o desvio de septo esteja interferindo na drenagem de secreções nos seios da face, ou tecnicamente atrapalhe no acesso cirúrgico aos seios da face.

Associada à Rinoplastia, onde o paciente busca modificar a forma do nariz juntamente com a função.

A septoplastia é realizada em Hospital ou consultório?

A cirurgia de septoplastia é realizada em ambiente hospitalar, tendo um tempo de duração variada, dependendo da complexidade do desvio.

O paciente pode ir embora do Hospital no mesmo dia?

O paciente recebe alta hospitalar no mesmo dia ou no máximo no dia seguinte ao procedimento. Normalmente é associada a outros procedimentos, tais como redução dos cornetos nasais (turbinectomias ou turbinoplastias), sinusectomias (abordagem endoscópica dos seios da face), ou mesmo rinoplastia (modificações no formato externo do nariz).

Como é realizada a cirurgia de septoplastia?

Esta cirurgia evoluiu muito nos últimos anos, graças ao advento da cirurgia endoscópica, em que endoscópios muito finos são introduzidos nas fossas nasais do paciente e as imagens obtidas são transmitidas para um monitor de alta resolução (cirurgia por vídeo HD). Com o auxílio dos endoscópios é possível acessar desvios bem altos ou posteriores, com trauma mínimo e grande controle de sangramentos.

A maior diferença entre esta técnica e a convencional, utilizada há 15 ou 20 anos, é no período pós-operatório, em que o paciente dificilmente precisará utilizar tampão nasal, o que proporciona muito mais conforto na sua recuperação.

Não há necessidade de remoção de pontos (suturas), pois, o material dos pontos é absorvível.

Alguns cirurgiões inserem um “splint” de silicone dentro do nariz, com os seguintes objetivos: alinhamento do septo em sua nova posição, evitar hematomas/sangramentos septais e prevenir aderências cicatriciais (sinéquias nasais). Este curativo não impede a respiração como um tampão nasal, porém pode atrapalhar um pouco. É facilmente removido em consultório alguns dias após a cirurgia, sem necessidade de anestesia.

Todo paciente candidato a uma cirurgia de nariz precisa ter sua saúde geral avaliada por exames laboratoriais e cardiológicos, e também é submetido a consulta direta com o médico anestesista na semana que antecede a cirurgia.

Se você quiser entender mais sobre desvio de septo, acesse esta matéria adicional em nosso blog:

Desvio de Septo Nasal: o que é, sintomas e quais os tratamentos?

Respire bem pelo Nariz. Respire Saúde!

A turbinectomia (cirurgia de redução de conchas nasais) é indicada principalmente para pacientes com rinite, rinossinusite ou inflamação nasal persistente, que cursam com aumento do tamanho dos cornetos nasais.

Pacientes que sofrem de ronco e apneia do sono também têm na turbinectomia uma aliada para auxiliar a restabelecer a respiração e trazer a tranquilidade para uma boa noite de sono, sendo por vezes associada a cirurgia de garganta (uvulopalatofaringoplastia).

Como é realizada a turbinectomia?

A cirurgia de redução dos cornetos ou conchas nasais geralmente é associada à septoplastia. As conchas nasais são um conjunto de três estruturas laminares emparelhadas, compostas de tecido ósseo circundado por mucosa intensamente vascularizada, que se inserem na parede lateral de cada cavidade nasal. São a concha inferior, concha média e concha superior.

As conchas mais comumente abordadas na cirurgia de obstrução nasal são a inferior e a média. Mais raramente, numa sinusectomia pode ser necessária a ressecção de concha superior, especialmente durante a abordagem do seio esfenoidal.

Num paciente com rinite ou rinossinusite, normalmente as conchas nasais (cornetos) ficam aumentadas de tamanho devido ao processo inflamatório (hipertrofia de cornetos) ou por variações anatômicas (concha média bolhosa ou aerada), sendo necessária à sua redução cirúrgica.

Quais técnicas cirúrgicas são aplicadas em uma turbinectomia?

Várias técnicas podem ser empregadas para este fim, tais como a turbinectomia convencional, turbinectomia por vídeo, redução com radiofrequência e turbinoplastia com microdebridador. O importante é que o paciente seja avaliado de forma individualizada pelo médico otorrinolaringologista para que seja escolhida a técnica que mais se adeque ao seu caso.

Pós-operatório

Da mesma forma que na cirurgia de septo nasal, em virtude do uso dos endoscópios (cirurgia por vídeo), é possível cauterizar sob visão direta até mesmo as regiões mais posteriores dos cornetos nasais, minimizando muito a necessidade do tampão nasal, não sendo raro o paciente já perceber uma melhora na respiração nasal no pós-operatório imediato da cirurgia de nariz e aumentando o conforto na recuperação pós-operatória.

De acordo com a extensão da cirurgia, é necessário um período de repouso variável, sem realização de atividades físicas intensas ou esforços físicos em geral, visando prevenir sangramento pós-operatório ou outras complicações.

A sinusectomia é um procedimento cirúrgico indicado para pacientes portadores de sinusites de repetição, sinusites crônicas, polipose nasal e alguns casos de tumores nasais. É realizada quando há pouco ou nenhum resultado com o tratamento clínico/medicamentoso.

O objetivo desta cirurgia funcional é a abertura, drenagem e aeração dos seios paranasais, buscando restabelecer função e permitindo com isso melhor acesso de medicamentos tópicos no pós-operatório.

Na presença de pólipos ou tumores nasais, as lesões são ressecadas cirurgicamente e enviadas para análise anatomopatológica.

Como é realizada a sinusectomia?

A cirurgia de sinusectomia é realizada pelo sistema de videoendoscopia, com aquisição de imagens do nariz em alta resolução (HD). Por este sistema é possível executar uma cirurgia de alta precisão, com pinças e microdebridadores específicos, com grande controle de sangramento (hemostasia), evitando-se muitas vezes o uso de tampões nasais no pós-operatório.

Os seios da face que podem ser abordados por esta técnica são: maxilares, etmoide, frontais e esfenoidal. O quadro clínico e o exame tomográfico determinam quais seios da face necessitam ser abordados; o estudo das particularidades anatômicas, com auxílio da tomografia, auxilia na escolha da técnica cirúrgica mais indicada.

O uso de endoscópios nasais com várias angulações (0, 30, 45 e 70 graus) permite uma visualização e instrumentação excelente dos seios da face. Os endoscópios são instrumentos metálicos muito finos, com fibras ópticas em seu interior, e são introduzidos através das narinas e fossas nasais para acesso de várias estruturas (septo nasal, conchas nasais e os diversos seios).

A sinusectomia pode ser raramente indicada no tratamento da rinossinusite aguda em casos de complicações, orbitárias ou intracranianas.

O período de pós-operatório desta cirurgia exige afastamento das atividades laborais por um período de aproximadamente 10 a 14 dias. A dor no pós operatório costuma ser leve e facilmente controlada com analgésicos comuns. Uma rotina de lavagens nasais com soro fisiológico e outros medicamentos normalmente é instituída já no dia seguinte ao procedimento, sendo esta rotina variável entre os cirurgiões. As lavagens nasais visam facilitar remoção de crostas e muco estagnado, permitindo uma melhora na respiração.

Retornos ao consultório médico nas primeiras semanas de pós-operatório são importantes para que o cirurgião avalie o processo de cicatrização, modifique a rotina de limpeza nasal se necessário e até mesmo realize alguma aspiração, limpeza ou debridamentos das cavidades nasais.

A polipectomia é indicada para pacientes nos quais o principal objetivo do tratamento seja a ressecção dos pólipos nasais que estejam causando muitos sintomas clínicos.

O que são pólipos nasais?

Pólipos nasais são caracterizados por pequenos crescimentos de tecido inflamado na parede de revestimento do nariz e/ou dos seios paranasais, gerando saliências dentro destes locais. Podem causar obstrução nasal, redução no olfato (hiposmia) e até rinossinusites. Em alguns casos, pode ser indicado o tratamento cirúrgico para a polipose nasal.

Como é realizada a polipectomia?

A cirurgia de polipectomia (ressecção dos pólipos) usualmente é associada à sinusectomia endoscópica (abordagem dos seios da face), já que é muito comum que os seios da face também estejam acometidos pelo processo inflamatório subjacente.

A ressecção dos pólipos pode ser realizada de diferentes maneiras: com o auxílio de endoscópios (cirurgia por vídeo), através de pinças específicas e com o auxílio de microdebridadores.

Da mesma forma que nas cirurgias de septoplastia, turbinoplastias e sinusectomias, desde o advento da cirurgia endoscópica (por vídeo), a necessidade de se utilizar tampão nasal no pós-operatório diminuiu expressivamente, o que tornou o período de pós-operatório menos incômodo ao paciente.

Isso acontece porque na cirurgia endoscópica é possível ter um controle muito mais acurado das regiões com sangramento e cauterizá-las de maneira direta ou controlar o sangramento com o auxílio de alguns materiais hemostáticos.

Em caso de sangramentos mais importantes no intraoperatório, o cirurgião poderá optar por deixar algum tampão nas cavidades nasais do paciente por poucos dias, visando sua segurança.

A cirurgia não tem objetivo curativo, sendo necessário o acompanhamento médico e a continuidade do tratamento clínico pelo paciente, pois existe a possibilidade de recidiva dos pólipos nasais, especialmente nos casos em que exista a presença de asma ou intolerância a ácido acetilsalicílico.

Naturalmente cada caso é diferente do outro, e precisa ser avaliado pelo médico otorrinolaringologista para que seja proposto o melhor tratamento de forma individualizada.

Conheça

Nossa Equipe de Cirurgia

Dra Fernanda Fiorese Philippi
Médica Cirurgiã

CRM/SC 13496 RQE 6769

Dr Guilherme Guerra Orcesi da Costa
Médico Cirurgião

CRM/SC 14920 RQE 7501

Jandira Maria da Silva
Instrumentadora cirúrgica

COREN/SC 45552

Angelica Germanovix
Agendamentos cirúrgicos